Durante a pandemia, a equipe pedagógica da Escola Família Agroecológica do Macacoari (EFAM), no Amapá, decidiu, assim como outras escolas do país, suspender as aulas presenciais e dar início ao ensino remoto.

Esse processo de migração de uma modalidade de ensino para outra, contou com o árduo esforço de todos os membros da EFAM, em especial, dos professores, que passaram a produzir materiais didáticos na escola e levar de barco até a casa de cada um dos alunos da comunidade – uma trajetória que leva alguns dias para ser realizada.

Além da entrega do material didático, os professores se reuniram com os alunos, em um local aberto, tomando todos os cuidados recomendados, especialmente o distanciamento social e o uso de máscaras, para conversar com os alunos, tirar dúvidas e dar orientações para as famílias.

“Com a pandemia a gente não pôde trazer os alunos para dentro da escola, para dentro da sala de aula. Mas, através de um planejamento, conseguimos levar a educação e os conteúdos até a casa dos alunos, até as famílias nas comunidades, fazer o trabalho na casa desses alunos, com todos os cuidados e com toda a proteção e segurança”, explica Adenílson, presidente da Associação da Escola Família Agroecológica do Macacoari (AEFAM).

Sobre as mudanças trazidas pela pandemia à Escola, a coordenadora pedagógica da EFAM, Marcelle Amoras conta que foi uma mudança radical, tanto pedagogicamente, quanto financeiramente, pois era todo um planejamento diferenciado. Ela ainda explica que, com a mudança causada pela pandemia, a Escola teve que construir um novo planejamento e se adaptar ao novo cenário.

“Foi diferente para os professores e alunos. Trabalhamos com atividades remotas para os educandos, porém, com acompanhamento. No início, adotamos todas as medidas de proteção e segurança e fomos às casas dos alunos. Dialogamos com as famílias sobre o novo planejamento da EFAM e fomos aceitos. Com o tempo, os professores foram conseguindo organizar melhor com suas atividades, conteúdos e acompanhamentos, e os alunos passaram a considerar normal nossas visitas às suas famílias semanalmente e já nos esperavam nos dias marcados. Mesmo com um pouco de receio do nosso planejamento um pouco ousado, vestimos a camisa e fomos para campo, era necessário para que nossos alunos não fossem prejudicados”, completa Marcelle.

O Instituto Terroá é parceiro da EFAM e tem auxiliado a escola a manter as atividades ao longo do ano letivo de 2020, o qual foi prorrogado até março deste ano.

“Ao longo deste ano letivo (2020), o Instituto Terroá ajudou na manutenção e gestão de recursos para manter a Escola ativa, e agora, nos três últimos meses do projeto, o Terroá irá ajudar a Escola a se organizar em relação aos processos de gestão, fornecendo treinamentos para toda a equipe”, explica Leonel Machado, coordenador de projetos no Instituto Terroá.

“Se hoje a gente está conseguindo fechar o ano letivo, levar essa educação e fazer com que essa educação chegue até nossos alunos, é porque temos uma instituição que corre atrás, que é a EFAM, dentro de um diálogo com uma outra instituição, que é o Terroá. Então, nós temos uma ligação muito forte entre o Terroá e a Associação da Escola, o que nos fez traçar um planejamento e cumprir na base, que são as famílias”, afirma Adenílson, presidente da AEFAM.

Para a  coordenadora pedagógica da EFAM, Marcelle Amoras, “a parceria entre o Terroá e a EFAM foi marcante no ano letivo de 2020, pois, para que as atividades pedagógicas fossem bem sucedidas, precisou-se de uma boa organização e articulação, e as duas equipes conseguiram e estão conseguindo cumprir suas metas desde o início do planejamento. O trabalho em conjunto foi essencial para a organização dos recursos financeiros destinado à escola. Além de tudo, a equipe do Terroá foi muito parceira em relação aos planejamentos e estava sempre presente e disponível. E, desta forma, estamos conseguindo cumprir o ano letivo de 2020 da EFAM”.

Além do apoio no planejamento das atividades da Escola, ao longo do ano letivo de 2020, o Instituto Terroá tem realizado treinamentos com a equipe da EFAM para capacitá-los e dar-lhes autonomia em relação a gestão administrativa e financeira da Escola.

Esse projeto também é fruto da parceria com a Brazil Foundation, a Universidade Estadual do Amapá (UEAP) e demais parceiros que integram o programa “Economias Comunitárias Inclusivas do Amapá”. Umas das frentes de atuação da iniciativa tem o objetivo de apoiar e fortalecer as atividades pedagógicas e administrativas na Escola Familiar Agroecológica do Macacoari (EFAM).

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